Hormônio da Solidão

25 de agosto de 20180Sem categoria

Hormônio da Solidão

25 de agosto de 2018 0
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Foi descoberto um composto que é capaz de debelar os efeitos da solidão

O Osanetant pode se tornar um medicamento capaz de fazer desaparecer os sintomas da solidão.

Mas será que a existência dessa droga é uma boa notícia para os solitários do mundo?

Notícia interessante essa que nos trouxe o Sr. Fernando Reinach, colunista do jornal Estadão, no dia 21 de julho de 2018. Esta que me foi apresentada por uma amiga e paciente.

Na minha opinião, sentimentos negativos como o da solidão são também um recurso ou característica natural do funcionamento do organismo. Prefiro enxerga-la como a dor que nos alerta de um ferimento, sendo estimulo incisivo e pivô de busca por mudanças, diferente de acreditar que seja um mal funcionamento ou doença que há de ser corrigida.

Adaptar o estilo de vida às nossas necessidades fisiológicas de contato humano, embora não seja o caminho mais fácil ou rápido, é certamente o mais natural e está ao alcance de todos com benefícios comprovados. Alguns estudos sugerem até um aumento da longevidade diretamente ligado à quantidade e qualidade das pessoas que nos relacionamos. Bem-aventurados aqueles que conhecem os benefícios de boas amizades. Assim como minha querida paciente que me mostrou o artigo.

Tal medicamento poderia ser a chave para uma vida solitária em massa, e para levar uma vida de sofrimento silenciado, muitas pessoas se tonariam dependentes, pagando caro por tais drogas, apagando junto com o sofrimento um importante motivador na busca de seus ideais. Mais um medicamento incluso nas despesas fixas de forma vitalícia, junto com os medicamentos de hipertensão, diabetes, ansiedade e etc.

Altas despesas com medicamentos (e não necessariamente com saúde) não são novidade, consomem grande parte dos recursos financeiros familiares aqui no Brasil. Sabe-se que quase todos os medicamentos provocam algum tipo de dano á saúde como efeito colateral, e este por sua vez, também pode ser combatido por outro medicamento.

Não é à toa que a indústria farmacêutica é uma das principais financiadoras desse tipo de pesquisa. O lucro é tanto que eu chego a duvidar que haja interesse em descobrir a cura de alguma dessas doenças.

Polifarmácia (ou excesso de medicamentos) é um dos maiores problemas do idoso atualmente. Seria um “prato cheio” para esse público da terceira idade, que também sofre muito de solidão. Imagine os impactos nas relações familiares e no convívio social. Como bem questionado pelo autor da reportagem.

Sugiro que se você estiver submetido a sensações ou sentimentos que lhe incomodam, antes de procurar uma pílula mágica para a solução dos seus problemas, acalme-se e entenda que pode ser uma reação natural. Busque sentir o porquê dessa sensação ou busque quem possa lhe ajuda a perceber ou entender melhor o que se passa. Existem diferentes profissionais, tratamentos, terapias, dinâmicas e exercícios, em grupo ou não, que podem trabalhar essas questões com sólidos ganhos e aprendizados, alguns sem custo ou efeitos colaterais indesejáveis. Já seria por si só um contato humano.

É claro que, independente da forma como escolhamos “evoluir”, o homem vai sempre encontrando alternativas e soluções. Esteja atento pois você também faz parte dessa escolha.

Para mim ainda soa muito melhor o “bom e velho aproximar”, com todas as suas dificuldades, ao “moderno afastar”, mesmo que indolor

A notícia completa encontra-se no site do Estadão sob o título “Hormônio da Solidão” na coluna de FERNANDO REINACH, publicada no dia 21 de julho de 2018.

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Bruno Ferrari

É Fisioterapeuta (CREFITO-3/ 110979-F), formado a mais de 10 anos, com pós-graduação em Neurologia pela UNIFESP, especialização em Acumpuntura pelo CEATA, RPG e Reequilíbrio Somato Emocional (RSE) pelo Instituto Barreiros de Fisioterapia, recentemente concluiu o Doutorado em Saúde Pública pela Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales (UCES) em Buenos Aires. Bruno é também Professor universitário e palestrante nacional e internacional. Dedica-se a fazer a diferença no tratamento dos seus pacientes.


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